O Gato de Cheshire é um gato fictício, personagem do livro Alice no País das Maravilhas de Lewis Carrol. Ele se caracteriza por seu sorriso pronunciado e sua capacidade de aparecer e desaparecer. Embora faça alusões a reflexões filosóficas, sua aparente função na trama diz respeito ao contato que estabelece com a personagem Alice. O Gato de Cheshire é dos poucos personagens que travam diálogo com a menina, explicando – mesmo que de forma confusa e perturbadora – certas regras do País das Maravilhas, orientando Alice em seu caminho. No livro, o Gato, apesar de independente, pertence a Duquesa.
Lei da inércia – um gato permanece a dormir, a menos que actuem sobre ele forças externas, como a abertura de uma lata de patê ou um rato a correr.
Lei do movimento – um gato move-se em linha reta, a menos que haja uma razão muito boa para mudar de direção.
Lei do magnetismo – todos os casacos e camisolas azuis e pretos atraem pêlos de gato.
Lei do dormir – todos os gatos dormem com pessoas sempre que possível, na posição o mais incómoda possível (para as pessoas).
Lei do alongamento – o gato pode fazer seu corpo bastante longo para alcançar qualquer coisa interessante que estiver em um local mais alto.
Lei da aceleração – um gato acelera a uma velocidade constante, até o momento em que resolve parar subitamente.
Lei da mesa – um gato tem que estar presente em todas as refeições em que alguma coisa boa é servida.
Lei do tapete – nenhum tapete pode permanecer por muito tempo em seu estado plano original.
Lei da resistência – a resistência de um gato varia em proporção ao desejo do humano de vê-lo obedecer.
1º lei de energia – um gato sabe que energia não pode ser criada nem destruída, então a utiliza o menos possível.
2º lei de energia – um gato também sabe que pode armazenar muita energia a dormir.
Lei do frigorífico – se o gato ficar a observar o frigorifico muito tempo, alguém tirará algo de bom de dentro dele.
Lei do conforto – um gato sempre procura e assume para si o lugar mais confortável da casa.
Lei do espaço – tudo que é ensacado ou empacotado tem que conter um gato dentro antes.
Lei da mobília – o desejo de um gato de arranhar a mobília é directamente proporcional ao custo da mobília.
Lei do descanso – um gato sempre descansa no lugar mais macio possível.
Lei do desinteresse – o nível de interesse de um gato varia em proporção inversa à quantidade de esforço que um humano gaste para o interessar.
Lei da rejeição – qualquer comprimido dado a um gato tem energia potencial para alcançar velocidade de fuga.
Lei da escuta – embora um gato possa ouvir uma lata sendo aberta à um quilómetro de distância, não pode ouvir um simples não à sua frente.
Lei da separação – todos os gatos em um determinado quarto se localizarão em pontos equidistantes um do outro, e equidistantes ao centro do quarto.
Lei da invisibilidade – um gato pensa que, se ele não o puder ver, você também não o pode ver.
Lei da obediência – ainda não criada.